Sobre uma tal casa de leis

Em sessão interrompida por protestos, vereadores de Osasco votaram um projeto apresentado às pressas e encaixado no meio das férias parlamentares pelo executivo. Talvez tivessem pensado que assim não faria muito alarde, mas foi o contrário. Manifestantes do PSOL estiveram presentes no início da sessão promovendo um apitaço, e não deixaram o Osvaldo Vergínio (presidente) falar. O jeito foi apelar para a democracia e mandar a guarda civil tirar todo mundo à força. Nada que a truculência não resolva desde os primatas.
Os vereadores da base aliada do prefeito (que somam 16, de um total de 21), ou seja, para qualquer ignorante em matemática, como eu, a conta é simples: mais de ¾ dos vereadores votam os projetos do prefeito e pronto. Só 5 legisladores fazem oposição. Aí fica fácil né? Pois bem, votaram a favor do citado projeto, que dizia, entre outras coisas, que a saúde de Osasco seria administrada por terceiros. Não dá nem pra julgar se o projeto é bom ou não, porque ninguém viu.

Esses cinco bateram o pé, espernearam, pediram vistas, foram ignorados, não foram chamados para discutir o projeto em reunião com o prefeito, enfim, ficaram de fora da festa. Chegaram a dizer que “essa casa de leis não fiscaliza nada”.. “quem manda aqui é o prefeito!”… E não adianta dizer que é mentira porque eu tenho tudo gravado
Sai enfraquecida essa tal de democracia, que aqui pra essas bandas nunca foi muito forte mesmo. Ela só aparece nos jornais quando noticiam orçamento participativo, ou eleição de conselho gestor. Mas a maioria que participa disso tudo tem cargo na prefeitura. Enfim.. como diz um grande amigo: é melhor ficar quieto pra não falar nada.








